aguas do sul

"Um Barco atracado ao cais é sempre um sonho preso"

terça-feira, agosto 09, 2016

Terrorismo

Todos os anos desde há décadas o Inferno repete-se.
Neste Agosto de 2016, há casas destruídas uma vez mais e vidas em risco, perdas enormes.
E muita floresta evaporada. 
Isto logo a seguir às notícias idiotas, que todos os anos se repetem, a meio de Julho, assegurando que a área ardida é muito menor, através de estatísticas que surgem, sempre muito antes das temperaturas atingirem o zénite.
Alguém disse e com toda a razão que estamos na presença de actos de terrorismo, enquanto outros fazem como a avestruz, tapando o sol com a peneira, alertando para que não se façam queimadas nem se deitem beatas fora dos carros (como se isso fosse a causa maior destas punhaladas anuais, na sensibilidade, na memória, na fruição)...
Todos os anos os governantes anunciam combates eficazes, medidas insuperáveis, vitórias antecipadas sobre a devastação de outros anos, com outros governos ao leme desta nave num mar de lumes.
E todos os anos a derrota da Natureza é certa. 
Como a lista das marés, assim existe uma espécie de calendário, tipo época de incêndios.

Quatrocentos fogos num só dia é monstruoso. Nem que fosse apenas um.
Os seres malditos que destroem o bem comum (paisagem, florestas, casas, animais, pessoas) deveriam - ao invés de se apresentarem a um juíz, e serem dados como maluquinhos (reincidentes) depois mandados em paz para casa, terem o tratamento que os seguidores da sharia dão aos ladrões - mãos cortadas!!!
Desculpem quebrar o meu pacifismo e tranquilidade, mas não há pachorra para paisagens dantescas nas televisões e jornais, populações esbaforidas, bombeiros exaustos, autarcas sisudos. 
A culpa morre sempre sem acusados ou com poucos e loucos, a serem capturados, porquê? 
Porque não se vai ao fundo destas questões de uma vez por todas?
Fogueira com eles, se apanhados em flagrante.
O politicamente correcto dos paninhos quentes já mete nojo. 
Ou então alguém aproveita (e de que maneira) esta desgraça.... 
LFM (texto) Foto: Incêndio na Madeira dia 8-8-16 (Internet)

segunda-feira, agosto 08, 2016

Ciprestes


Partilho a carta enviada a Mafalda Lopes da Costa, da Antena 1:
"Escutei hoje (8-8-16) no "Não há duas sem três" a referência a ser "raro ver ciprestes fora dos cemitérios"...
Certamente não se deu conta que, na Auto-Estrada que liga a A1 a Vilar Formoso - entre a Serra de Aire e Candeeiros e até Torres Novas - vemos ciprestes, de um lado e do outro, às centenas [Gostaria de saber porquê? Por vezes, lembra a Toscânia....]
Também os Caminhos Romanos, como o de Alpedrinha, rumo ao Fundão, pela serra da Gardunha, contrariam a tese deles só aparecerem nos Cemitérios.
Agradeço a sua melhor atenção para este assunto. Com os melhores cumprimentos."

LFM (texto) Fotografia recolhida na Net.

domingo, agosto 07, 2016

Poema de Romão Moita Mariano: "A MALHAR EM FERRO QUENTE"



“A Malhar em Ferro Quente”

Meu avô era ferreiro,
O meu pai ferreiro foi,
Não há dois sem um terceiro,
Fui sem o querer e isso dói.

Na forja queimei os olhos,
Dos martelos fiquei mouco,
A vida é cheia de escolhos,
Quem pensa o contrário é louco.

Toda a vida eu lutei,
Venci dias adversos,
Milhares de ferros trabalhei
Descansei  fazendo versos.

Trabalhar honradamente
Não enriquece ninguém,
Mas dá orgulho à gente,
O que é riqueza também.

Eu não sei a sensação
Que dá uma mão sem calos,
Pois quando aperto essa mão,
Sinto os meus a superá-los.

Estou tão habituado
A vestir “fato macaco”,
Que fico um pouco acanhado
Sempre que visto outro fato.

No verão, lidar com a forja,
É muito duro,  eu sei bem.
Pior é lidar com a corja
Que esta sociedade tem.

O vulgo, o artista esquece
Nesta vida é posto à margem,
Mas quando desaparece,
Aparece a homenagem.

A malhar em ferro quente
Dezenas d’anos a fio,
Constatei que há muita gente
Que só malha em ferro frio.


Romão Moita Mariano – 1989 pág.13/14, In “A Malhar em Ferro Quente” 

Agradecimentos a Madalena Borralho.

quinta-feira, agosto 04, 2016

Rosa Lobato de Faria não pode ter nome de rua em Lisboa

Não entendo como havendo escolas com nomes de poetas, que baptizaram ruas, Rosa Lobato de Faria por ter nome de escola não pode ser nome de rua.
Parece-me uma desculpa esfarrapada, por qualquer razão subjectiva que me escapa.
A escritora e poetisa nasceu, viveu e morreu em Lisboa.
Tem uma obra extensa e uma personalidade multifacetada: guionista, letrista de canções, actriz...

José Gomes Ferreira deu nome a uma escola secundária e a uma rua em Lisboa. O mesmo se passa com Camões, prolongando-se na Rua dos Lusíadas, a sua presença na toponímia da capital.
Qual o erro dessa duplicação?
Não merecem ambos essa evocação?

Algumas pessoas que entraram na política pela porta do cavalo, deveriam ser mais transparentes e explicar que não concordam (neste caso com um possível nome de rua) porque não gostam de quem se pretende evocar ou a sua obra, ou porque foi um partido da oposição que avançou com a proposta.

Eu que conheci a poetisa e que com ela fiz parte de um júri literário em Arruda dos Vinhos, a celebrei numa colectividade da antiga freguesia dos Prazeres e partilhei com ela uma inesquecível noite de Poesia com a população de Alpedrinha, em que foi acolhida pelo então presidente da Junta de Freguesia local, o socialista Francisco Miguel Barata Roxo, lamento que razões obscuras e justificações mal amanhadas estejam na génese de uma certa forma de fazer política em Lisboa.
Ou no mínimo, o que me merece a mesma reserva, que quem detém o poder discriminatório relatado, esteja a ser mal aconselhado e tome decisões que me parecem injustas.

LFM (Texto e fotografias)

quarta-feira, agosto 03, 2016

Casa do Alentejo Um Momento de Paz

A Casa do Alentejo a meio da tarde desta quarta feira revelou-se um oásis.
O seu pátio era um poema de beleza e na sua taberna, junto às oliveiras que adornam o Largo Manuel da Fonseca, desfrutei de um queijinho de cabra, três fatias de pão alentejano e um copinho de vinho pequeno.
Essenciais para retemperar forças e enfrentar as feras rossio fora e chiado acima.

LFM (palavras e fotografias)

Palmeiras da Avenida da Liberdade: Agonia Colectiva

O guru das alfaces proclamou ao assinar o acordo de coligação onde ainda mexe, que se recandidatava naquela lista, "Para Ver As Árvores Crescer"...
O problema é que os meus olhos vêem-nas definhar, sobretudo às palmeiras (que outras árvores foram derrubadas, em nome de uma moléstia esquisita )...
A Avenida da Liberdade assiste à morte dos seculares monumentos ambientais, pelo olhar atento de quem tem memória e desejava ver de facto crescer as árvores.
Rodeada por arvoredo autóctone, assim se esvazia uma esperança de salvação.
A praga começou a ser combatida tarde e nem sabemos se era inevitável e se devia ter sido poupado o dinheiro do tratamento químico que a certa altura foi decidido...
Quantas dúvidas, quanta explicação por dar...

LFM (Texto e fotografias)

Lisboa - A Nova Disneylândia

Dizia-me esta tarde, em Almada, num encontro inesperado, o Amigo e Arqueólogo Marco Valente, que Lisboa está muito diferente, pois a cidade que outrora visitou e conheceu sofreu alterações que desvirtuam a sua identidade.
Na verdade, ter de ir a Lisboa, para a consulta de diabetologia da Associação Portuguesa de Diabéticos de Portugal, e depois percorrer a Avenida da Liberdade e o Chiado, como foi o caso de hoje, é deveras cansativo, pelas multidões de visitantes, que connosco se cruzam e cansam a vista, pois muitas dessas pessoas não demonstram ter a atitude da descoberta, que caracteriza os viajantes que percorrem outro país, deslocando-se numa atitude ostensiva, como se fossem donos do mundo, não permitindo que circulemos no nosso espaço descontraidamente.
Sendo gente que procura a pechincha e prefere um hostel de tuta e meia, por vezes sem condições higiénicas, não me parece que tragam riqueza ao país.
Num dos noticiários da Antena 1 desta manhã escutei que PS e BE estão a preparar legislação para obrigar os proprietários de imóveis a incluir habitação permanente, evitando-se que a capital se desvirtue e se transforme numa Nova Disneylândia.
Contudo, não entendo que tipo de habitante permanente vai conseguir conviver com hóspedes dos andares de baixo ou de cima que mudam de dois em dois dias e usam o alojamento para darem largas à sua alarvidade, impedindo esse habitante permanente de descansar e de cumprir horários de trabalho.
Não me parece que este seja o melhor caminho....

Luís Filipe Maçarico (Texto e Fotografia)


terça-feira, agosto 02, 2016

Doze Anos A Lutar pela Verdade e pela Paz!

"Águas do Sul" começou no início de Agosto de 2004.
O caminho trilhado ao longo destes doze anos procurou ter sempre o objectivo da partilha, quer do que está mal amanhado, em termos sociais e culturais, como daquilo que merece ser evidenciado, pela qualidade.

O blogue andou por vezes à frente no tempo, o que foi incómodo para quem defende a voz do dono, o status, a água morna e lamacenta da injustiça, dos poderes que devoram a paz, o bem estar, valores que nos fazem sentir humanos, mas que alguns teimam em querer impedir-nos de fruir.

Sentimos a crítica, assim no plural, porque a esmagadora maioria dos leitores apoiam esta forma de estar e também eles foram alvo do olhar nocivo dos que ajudam a puxar a corda, para o planeta ser mais desequilibrado, com mais pobreza, guerra, fome, desigualdade, violência, exploração.

Sempre que mais um ano decorre, o entusiasmo não se extingue e não há cansaço. Por isso, continuaremos a encontrar nestas páginas a poesia e a crueldade do mundo, a beleza e o execrável quotidiano, que alguns tentam infligir aos mais fracos. Não nos calaremos.
O silêncio nunca será a resposta deste blogue.
Viva a Vida!

LFM (texto e fotos)

domingo, julho 31, 2016

Gula da Inciativa Privada Sem Regras Destrói Lisboa e o seu Património de Escala Humana


Excerto de entrevista, muito elucidativa, sobre o que se passa em Lisboa:

Outro assunto polémico é o do Alojamento Local (AL), Em média em Lisboa, os turistas ficam 1,4 noites alojados na hotelaria nacional. Nas casas disponíveis no Airbnb, a média é 4,4. O que é que a hotelaria não está a conseguir oferecer?

A questão não é essa. A hotelaria oferece algo que não tem nada a ver com AL. Os clientes do AL não são os da hotelaria. Temos coisas que o AL não tem e não concorremos com o AL. O que nos preocupa é que esteja a haver por parte dos habitantes uma reacção negativa aos turistas em geral e aí somos atingidos. O AL não está regulado para conviver bem com o habitante. Não podemos ter um alojamento num edifício onde há pessoas que trabalham durante o dia e descansam à noite. O turista vem para se divertir e a convivência com os habitantes tem sido difícil.

Diz que o AL não está regulado. Em concreto, o que falta?

Entendemos que o condomínio deve autorizar os AL. Nos anos 60, nas Avenidas Novas, em Lisboa, fez-se imensas habitações que não tinham ocupantes e a câmara autorizou que se pudesse instalar escritórios, desde que os moradores autorizassem. Isso era feito com o pagamento de uma contribuição de condomínio superior. Há casos em que o AL é perfeitamente comportável, mas a decisão deve ser daquela comunidade.

Não seria limitador para o negócio do AL? Dificilmente haverá consenso entre condóminos.

Se os habitantes não quiserem, acha mal? Nós estamos preocupados é com a reacção negativa aos turistas. Não queremos cair numa situação como se caiu em Berlim ou em Nova Iorque.

O Governo já disse que vai rever a lei. Foram chamados a participar nessa discussão?

Sim, nós temos a nossa opinião. No fundo, incide sobre as instalações que devem ser fiscalizadas e vistoriadas. Vim de Havana recentemente e o AL tem de passar por uma vistoria. As coisas têm de ter um mínimo de funcionalidade.

Mas há hoteleiros a entrar no AL.

Com certeza. É uma tendência moderna, das pessoas que hoje viajam e que há 20 anos não viajavam. Há uma nova geração que gosta deste alojamento. Sabemos que quando chegarem aos 40 anos vão querer ir para hotéis.

Este é o tema mais quente que têm entre mãos?

Não. A nossa preocupação é ter mais turistas. Para que esta situação amanhã não se transforme numa concorrência inconveniente temos de ter mais turistas. Em 2015 tivemos uma taxa de ocupação média de 65%, mais 4% face a 2014. Mas há zonas em Portugal que estão abaixo dos 50%. E só podemos ultrapassar isso trazendo mais turistas. Mesmo em Lisboa, o aumento da oferta que se tem verificado tem de ser rapidamente compensado com o aumento da procura.


[Há muito tempo que neste blogue e na Página Facebook ando a criticar esta situação. Cheguei a ser ofendido com críticas parvas, e eis que agora é o responsável pela associação de hotelaria a abordar a situação. E pergunto-me ainda porque razão a Câmara Municipal, A Assembleia da República, as diversas forças partidárias não elaboraram legislação que impeça a morte das lojas históricas mas igualmente a habitação, que é sonegada às pessoas (muitas de idade avançada), ameaçadas de despejo, desertificando-se a Baixa, numa fase oportunista em que um certo turismo é o grande boom.. Há quem defenda que não se pode privar a iniciativa privada de comer o bolo...Mas não há regras?Como será daqui a uns anos? ]

Entrevista completa em:

Algumas Notas sobre o Museu do Aljube 4 - A Sequência Narrativa: Aspectos Mais e Menos Conseguidos

A sequência narrativa do Museu do Aljube, terá sido criada, a partir de uma Comissão Instaladora, constituída por nomes como Domingos Abrantes e Fernando Rosas, existindo um Conselho Consultivo, com vários nomes, de onde destaco António Borges Coelho, Cláudio Torres, José Manuel Tengarrinha e Ruben de Carvalho, URAP, etc.
A Fundação Mário Soares, o Museu da República e Maçonaria de Pedrógão Grande, o Centro de Documentação sobre o 25 de Abril da Universidade de Coimbra, a RTP,  terão sido algumas das fontes documentais, além dos inúmeros jornais e boletins da Resistência, referidos no espaço destinado à Imprensa Clandestina. 
Trata-se (a par da Exposição Permanente da Fortaleza de Peniche) de um lugar de memórias dolorosas.
Não raro, como ontem, entre os visitantes, encontramos pessoas como a Ana Lucília, que recordou que aos 12 anos ali foi visitar o pai, mineiro de Aljustrel.
Alice Guerreiro, viúva de João Honrado, contou-me que a mãe de João, com diabetes altos veio de Beja a Lisboa visitar o filho ao Aljube e que a visita foi proibida.
Domingos Abrantes, segundo a guia e responsável pelo serviço educativo, Judite Álvares, durante uma visita de crianças do 1º ciclo, foi convidado a contar o que acontecia naquela prisão. No final uma menina ficou incrédula, questionando: "Mas isso é mesmo verdade?"
A mesma Alice Guerreiro, há dias, em Beja, teve de lembrar a uns vizinhos, num café, que a vida no tempo de Salazar não era tão boa como eles a estavam pintando, pois foi trabalhar aos sete anos e aos 15 teve de emigrar para a Bélgica.
Importante no Museu a dolorosa alusão aos "Bons Costumes", evocando a morte de Militão Ribeiro, os tarrafais, a Pide, a tortura. E a sede da Pide, tornada condomínio de luxo, evaporou-se, restando imagens filmadas, fotografias, o sofrimento marcado pelos depoimentos pelos então jovens, como José Pedro Soares e Aurora Rodrigues ou Maria Custódia Chibante.
O painel com centenas senão milhares de fotos tipo passe dos prisioneiros é impressionante e um grande momento da visita, tal como a evocação dos perseguidos pelo colonialismo.
O bilinguismo, útil para visitantes estrangeiros, nem sempre está presente. E tive de me agachar para ler um documento de Maria Lamas, pois o criador insistiu em colocar informação ao nível dos joelhos do visitante e falta iluminação adequada para a cronologia, da criação à extinção da PIDE. Um banco para os mais pequenos (adultos de baixa estatura e crianças) permitiria por exemplo a visualização, através do postigo, de um dos "curros", como os fascistas chamavam às celas.
A apoteose dos cravos e da libertação está bastante bem conseguida. Respira-se finalmente alegria, após um percurso penoso, pela viagem à História recente mas também pelo calor que em dias estivais se sente.
Nota positiva aos funcionários do Museu, pelo acompanhamento profissional dos visitantes.
Referência também feliz à exposição fotográfica sobre a Resistência e a Liberdade no Porto, da autoria de Sérgio Valente ("Um Fotógrafo na Revolução), patente até meados de Outubro.

Texto e fotografias de Luís Filipe Maçarico


Algumas Notas sobre o Museu do Aljube 3 - Uma Sala Com Excesso de Informação

A segunda sala do Museu do Aljube pretende meter o Rossio na Rua da Betesga.
Com o Professor Doutor José Barata Moura, aprendi que tudo o que se cola (cartazes de propaganda política ou qualquer outra forma de veicular informação) abaixo do olhar, perde-se enquanto proposta de divulgação.
E embora haja quem pense que um Antropólogo não entende de Museologia (licenciei-me na UNL e a cadeira de Museologia foi lecionada por Coutinho Gouveia, no tempo em que essa área ainda não se tornara num curso autónomo, nem havia tanta universidade de aviário a fazer especializações da treta), tenho a noção que uma overdose de informação afugenta o visitante, por saturação.
Sente-se claustrofobia, pois pretende-se num quartinho veicular décadas e décadas de Fascismo, sintetizando-se o impossível.
Mesmo que seja propositada a ideia de causar essa asfixia no visitante, não concordo, pois dá vontade de fugir, perdendo-se conhecimento.
Pode ser esta parte remetida para outra atenção, levando-se o catálogo.
Mas um Museu deste tipo deve ser apreendido, sobretudo pelos mais jovens, nos pormenores, nas imagens, nas frases, na cronologia (que não deve derramar-se quase ao nível dos pés....)
Este modelo, aplicado na segunda sala do Aljube, deveria ser revisto.

Luís F. Maçarico (texto e fotografias)

Algumas notas sobre o Museu do Aljube. 2 - Os Poetas

Excelente a escolha dos excertos poéticos que pontuam a visita ao Museu do Aljube.
Nomes incontornáveis da nossa cultura e da resistência ao fascismo.
Pertinente a citação de Camões, que continua infelizmente actual.
Parabéns pela escolha.

Luís F. Maçarico (Palavras e fotografias)

Algumas Notas sobre o Museu do Aljube. 1- A parte não museológica (bar e loja)

No último andar do Aljube que funciona como miradouro, uma garrafa de água - de baixo teor alcalino, de meio litro, custa 1,50€. Em Almada, na "Fruprogress", passe a publicidade, compro por 45 cêntimos uma garrafa de litro e meio da água mais alcalina de Portugal, que limpa o ácido no sangue, recomendada para doentes de várias patologias, inclusive cancro. Dizem-me que o bar é concessionado, tipo a culpa não é nossa. A t. shirt branca sendo acessível (cinco euros) provém do trabalho escravo do Bangladesh. A malfadada tira do tamanho e da origem não engana....Como dizia Sophia um dos poetas citados no Museu "Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar."